domingo, outubro 28, 2007
segunda-feira, outubro 22, 2007
cross body lead, shines, enlaces, 70, ...
Não sabem do que falo... uma pista... é erva, com aroma, mas não vem de Amesterdão. Adivinharam? Claro que sim. Falo de SALSA. Voltei à escola de dança.
Adoro estar lá, dançar, rir, esqueço tudo numa hora. À 2ª feira das 10 às 11 é 100% felicidade. É assim que me sinto. É preciso tão pouco para me sentir feliz.

Quem dá e tira...
Repõe o que foi dado a mais. Uma pessoa com as responsabiblidades que acarreta, nem que seja pela conquista do nobel, prémio almejado por tantos mas só ao alcance de alguns e diz as aberrações que se sabem deveria pagar e com retroactivos. No mínimo.
domingo, outubro 21, 2007
Muito à frente
Estive com o meu pai e este ostenta orgulhosamente o seu castanho dourado pelo corpo salgado de provocações de água morna das praias da linha.
Fui à meia noite buscar uma amiga ao Oeiras Parque e vejo gigantescas flores vermelhas e douradas penduradas no exterior do bunker, ou seja, NATAL.
Perguntam vocês, o que é que uma coisa tem a ver com a outra?
Ora precisamente. NADA. Absolutamente nada.
Fiquei confusa. Como é que pode cheirar a Natal se ainda nem senti o cheiro nem ouvi o pregão da bela castanha assada a 2€ a dúzia? Como, se o meu pai ainda me faz inveja com a sua boa vida (a que tem todo o direito!) deitado a gozar o sol de Carcavelos?
Oeiras leva muito a sério a expressão "Natal é quando um homem quiser". Sem dúvida!
quinta-feira, outubro 18, 2007
Encontro
Chegou
olhou
agarrou
fechou os braços
já ela rendida
e
beijou como se amanhã
não nascesse
como se o tempo
não houvesse
perdido por essa mulher
achado nesse momento.
Levou-a
Embrulhou-se no seu colo
deitou
amou
misturou
e
sem a dor da despedida
acordou
abraçou
e murmurou
- encontrei a minha vida.
terça-feira, outubro 16, 2007
There is no such thing as luck
Todos os dias ao levantar-se, Manuel queixava-se da sua vida, da sua falta de sorte na vida. Todos os dias ao levantar-se ouvia-se o mesmo lamento, a mesma ladaínha:
- Ai a minha vida, que pouco sorte deus me deu! Vivo triste sem dinheiro no bolso, sem o amor de uma mulher, sem alegria.
Num desses dias, igual a tantos outros, Manuel tomou a decisão de ir a casa de Deus para pedir-lhe um pouco mais de sorte. E fez-se ao caminho.
A casa de Deus ficava a 3 dias de distância do casebre de Manuel, lá no alto da montanha mágica entre o Vale do Sonho Azul e do Vale da Esperança.
Com o seu pequeno farnel às costas embrenhou-se pela floresta com vista a aumentar a sua sorte. Logo no 1º dia encontrou um lobo que ao ver um homem por aquelas bandas perguntou-lhe:
- O que fazes por aqui, homem? Há muito tempo que não via um por aqui...
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe se ele não pode acabar com estas dores no corpo todo que me atormentam há dias, mal consigo andar de tanta dor.
E o manuel continuou o seu caminho. No segundo dia, ao sentar-se à sombra de um gigantesco carvalho para descansar um pouco, ouviu uma voz vinda de cima:
- Por favor, sai daí que me estás a magoar.
Manuel olhou para cima e viu que era a árvore que falava com ele, com uma voz de sofrimento que o compadeceu. De um salto ele levantou-se e colocou-se ao lado do carvalho.
- O que andas a fazer por aqui, homem?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho estas dores tão fortes nas minhas raízes que me atormentam há dias.
E o Manuel continuou o seu caminho. No terceiro dia de viagem, ouviu um choro vindo do cume de um monte onde estava um castelo lindo, branco, enorme. Ele subiu o monte e chegado ao cume, viu uma linda princesa numa varanda que chorava e lamentava a sua vida.Ao ver o Manuel perguntou:
- O que fazes por aqui?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho tantas dores no meu peito que não me deixam ser feliz e dormir bem à noite.
E o Manuel continuou o seu caminho até que finalmente encontrou a casa de Deus. Bateu à porta e foi Deus quem a veio abrir.
- O que vens aqui fazer, Manuel?
- Venho pedir-Te um pouco de sorte para a minha vida. Como sabes nunca tive muita e gostava experimentar um pouco o sabor da sorte.
- Mas a sorte não se dá, não se encontra. Somos nós que com as oportunidades que a vida nos dá, as aproveitamos ou não. Isso é a sorte, nós é que a fazemos. Tens de estar de olhos bem abertos para o mundo para saberes aproveitar o que a vida te oferece.
Dito isto o Manuel fez as três perguntas que levava e Deus respondeu. Voltou para a sua casa e pelo caminho foi visitar a princesa. Lá chegando, ela perguntou-lhe:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores no peito são dores de solidão. Tens de encontrar um bom homem, simpático, descomprometido para partilhares a tua vida.
- Manuel, tu és um bom homem, não és?
- Acho que sim.
- És simpático e tens namorada?
- Não.
- Manuel, eu gosto de ti. Gostas de mim?
- Eu gosto.
- Então queres namorar comigo?
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E lá foi o Manuel. Entretanto encontrou o velho carvalho cada vez com mais dores nas raízes.
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores nas raízes são causadas por uma arca que está enterrada por baixo de ti, carregada de moedas de ouro. Tens de desenterrá-la para que as tuas raízes cresçam livremente.
- Manuel, não me queres ajudar? Está aqui uma pá, tu desenterras o ouro e eu fico livre desse peso.
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E quase a chegar a casa, ainda encontrou o lobo que lhe perguntou:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que as dores insuportáveis no teu corpo são causadas pela fome. Disse-me que passarão quando aproveitares e comeres o primeiro idiota que vires.
Passado um minuto o lobo já não tinha qualquer dor.
Vitória vitória acabou-se a história.
- Ai a minha vida, que pouco sorte deus me deu! Vivo triste sem dinheiro no bolso, sem o amor de uma mulher, sem alegria.
Num desses dias, igual a tantos outros, Manuel tomou a decisão de ir a casa de Deus para pedir-lhe um pouco mais de sorte. E fez-se ao caminho.
A casa de Deus ficava a 3 dias de distância do casebre de Manuel, lá no alto da montanha mágica entre o Vale do Sonho Azul e do Vale da Esperança.
Com o seu pequeno farnel às costas embrenhou-se pela floresta com vista a aumentar a sua sorte. Logo no 1º dia encontrou um lobo que ao ver um homem por aquelas bandas perguntou-lhe:
- O que fazes por aqui, homem? Há muito tempo que não via um por aqui...
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe se ele não pode acabar com estas dores no corpo todo que me atormentam há dias, mal consigo andar de tanta dor.
E o manuel continuou o seu caminho. No segundo dia, ao sentar-se à sombra de um gigantesco carvalho para descansar um pouco, ouviu uma voz vinda de cima:
- Por favor, sai daí que me estás a magoar.
Manuel olhou para cima e viu que era a árvore que falava com ele, com uma voz de sofrimento que o compadeceu. De um salto ele levantou-se e colocou-se ao lado do carvalho.
- O que andas a fazer por aqui, homem?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho estas dores tão fortes nas minhas raízes que me atormentam há dias.
E o Manuel continuou o seu caminho. No terceiro dia de viagem, ouviu um choro vindo do cume de um monte onde estava um castelo lindo, branco, enorme. Ele subiu o monte e chegado ao cume, viu uma linda princesa numa varanda que chorava e lamentava a sua vida.Ao ver o Manuel perguntou:
- O que fazes por aqui?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho tantas dores no meu peito que não me deixam ser feliz e dormir bem à noite.
E o Manuel continuou o seu caminho até que finalmente encontrou a casa de Deus. Bateu à porta e foi Deus quem a veio abrir.
- O que vens aqui fazer, Manuel?
- Venho pedir-Te um pouco de sorte para a minha vida. Como sabes nunca tive muita e gostava experimentar um pouco o sabor da sorte.
- Mas a sorte não se dá, não se encontra. Somos nós que com as oportunidades que a vida nos dá, as aproveitamos ou não. Isso é a sorte, nós é que a fazemos. Tens de estar de olhos bem abertos para o mundo para saberes aproveitar o que a vida te oferece.
Dito isto o Manuel fez as três perguntas que levava e Deus respondeu. Voltou para a sua casa e pelo caminho foi visitar a princesa. Lá chegando, ela perguntou-lhe:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores no peito são dores de solidão. Tens de encontrar um bom homem, simpático, descomprometido para partilhares a tua vida.
- Manuel, tu és um bom homem, não és?
- Acho que sim.
- És simpático e tens namorada?
- Não.
- Manuel, eu gosto de ti. Gostas de mim?
- Eu gosto.
- Então queres namorar comigo?
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E lá foi o Manuel. Entretanto encontrou o velho carvalho cada vez com mais dores nas raízes.
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores nas raízes são causadas por uma arca que está enterrada por baixo de ti, carregada de moedas de ouro. Tens de desenterrá-la para que as tuas raízes cresçam livremente.
- Manuel, não me queres ajudar? Está aqui uma pá, tu desenterras o ouro e eu fico livre desse peso.
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E quase a chegar a casa, ainda encontrou o lobo que lhe perguntou:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que as dores insuportáveis no teu corpo são causadas pela fome. Disse-me que passarão quando aproveitares e comeres o primeiro idiota que vires.
Passado um minuto o lobo já não tinha qualquer dor.
Vitória vitória acabou-se a história.
domingo, outubro 14, 2007
o que é doce...
Digam lá se não está bonito o bolo que fiz há pouco? É o último pois amanhã começo uma dieta rigorosa (ah, pois é!) e destes doces pecados não posso cometer. É uma pena a net ainda não ter cheiro para sentirem o aroma da maçã, da canela (adoro canela) e das nozes que inunda a minha sala. Dêm cá um saltinho que eu só vou levar agora metade para casa do meu irmão. A outra metade ou será para os gulosos que aparecerem, ou para os colegas da escola ou à noite levarei para os papás. Beijos doces com sabor a canela!
sábado, outubro 13, 2007
Mais do mesmo
O Passado bate à porta
alguém pergunta quem é
mas já sabendo a resposta.
Vem gozar o Presente
deixa o Futuro indiferente
e a esperança morta!
O Passado bateu à porta
e o Futuro não estava
para dar força e luz
negar o Presente envenenado
com que o Passado seduz!
E o Passado entrou
usou e gozou
passou a ser Presente
O Futuro mais distante
não se mexe, ignorante.
O Passado vicía,
adormece, anastesia...
sexta-feira, outubro 12, 2007
Filmes
Hoje à noite fiquei no sofá a ver televisão, coisa que já não fazia há vários dias. Apanhei o Prince Of Tides a meio e fiquei a ver apenas por uma razão. Vi-o há muitos anos atrás e lembrava-me da cena final em que num restaurante, os dois amantes (aqueles que se amam!) despedem-se tristes porque ele decide voltar a viver com a sua mulher e filhas. O diálogo é curto e simples e eu guardei-o desde aquela 1ª vez que o vi.
Susan- You love her more....
Tom- Not more, just longer.
E ela sorri com a resposta e ficam o resto da noite abraçados a dançar. No final Tom tem um monólogo em que lamenta que a vida não nos dê uma oportunidade de vivermos 2ª vez para aproveitar o que de bom nos oferece. Fascina-me. Eu não acredito em amores únicos de uma vida. Pode haver amores mais fortes, que durem mais, com mais paixão, com mais ternura, mais carnais, mais sentimentais, mas só um eu não acredito. Ao longo da vida temos a sorte de nos cruzar com pessoas tão diferentes, tão interessantes, que é difícil não nos cativarmos um dia por uma delas. Podemos ser casados, solteiros, amantes (aquele que anda com o homem/mulher alheio!) o que for, podemos amar muito a pessoa com quem estamos, que um dia é natural sentir algo mais forte por alguem que se cruza connosco, uma atracção, uma paixão, um encantamento, um amor diferente. É provável que aconteça. E aí vamos lamentar não viver duas vidas ao mesmo tempo... Porque não é errado gostar, sentir, amar. Eu não sei bem o que é errado nestas coisas do coração!
Sempre apreciei mais as histórias de amores desencontrados, desfeitos que os romances cozinhados com receita à vista. Uma das minhas preferidas (e a que mais me faz chorar cada vez que vejo) é As Pontes de Madison County. Para quem já viu, a cena em que Francesca na carrinha do seu marido, parada no semáforo, põe a mão no puxador e hesita entre abrir e viver um grande amor e o ficar e dedicar-se à família é de loucos. Estou arrepiada só de pensar nessa cena. Robert está parado no semáforo à frente da carrinha onde está Francesca, o sinal fica verde, ele espera por ela e eu mais uma vez grito para ela saltar da carrinha e ir viver o que nunca viveu . O marido buzina, ela chora porque sabe que é a vida dela que está naquele momento a virar para a esquerda e ela perde-a de vista. Não há mais romântico que isto. Nem mais triste. Já o vi vezes sem conta e choro e grito à Francesca cada vez que o vejo. Pode ser que um dia ela me oiça.
sábado, outubro 06, 2007
ERASMUS
Comemora-se 20 anos do programa Erasmus e eu fui uma das que tive o privilégio de poder participar neste programa há quase 13 anos atrás. Fui para uma cidade maravilhosa, que me tatuou imagens, sensações, gentes para sempre. É uma experiência única. A fotografia mostra as colegas do apartamento onde vivia, a Lisete a a Manuela colegas de curso da ESE de Setúbal e a Andrea e Alison vindas da Ilha Verde, a Irlanda. Travei uma amizade muito forte com a Alison, com quem mantive contacto durante anos, e que culminou na sua visita a Portugal durante a Expo 98 e a minha ida durante duas semanas para a Irlanda. Bons tempos os do Erasmus. Acordávamos cedíssimo porque a Universidade ficava do lado oposto da cidade e tinhamos 1 hora de metro pelo caminho e as aulas a começarem às 8h! Muitas vezes adormeci nas aulas. É verdade. Não que saísse muito à noite (se fosse hoje era bem diferente!!!!) mas aquele horário.... passeamos imenso, conhecemos imensa gente dos mais variados lugares do mundo. É que estávamos a viver em Badalona, na residencial de estudantes, um prédio de imensos andares só para estudantes. Ainda hoje penso que não aproveitei um décimo do que poderia ter desfrutado. Em muito contribuiu a companhia lusa, que apesar de serem óptimas amigas não eram muito dadas a convívios pois não sabiam falar mais nenhuma língua sem ser o português. Mesmo assim, foram 3 meses que marcaram pois Barcelona foi um amor à primeira vista pelo qual continuo apaixonada, como poucas coisas na minha vida!
A memória curta....

Sei que uma regra de ouro da justiça é o de se presumir inocência até prova em contrário. Mas não consigo entender o tipo de manifestações de apoio como a que se verificou no Casino Estoril há 5 dias atrás. Como é possível aplaudir de pé um homem sobre quem recaem inúmeras acusações e suspeitas de uma das mais hediondas actividades que o homem pode practicar? Aqueles homens e mulheres que aplaudiram de pé Carlos Cruz ao pisar o palco Preto e Prata esqueceram que se trata de um arguido que esteve preso preventivamente mais de dois anos, encontra-se a meio (?) de um julgamento e poderá ser culpado não de desvio de fundos ou corrupção passiva, mas sim de um dos piores tipos de crime que se pode cometer?! Claro que considero ser possível a inocência de CC e então tudo isto não ter passado de um terrível processo kafkiano que destruiu parte da vida de um homem e de toda a sua família. Mas eu não acredito. E na dúvida eu acho que nunca se deveria aplaudir de pé um putativo inocente.
Rescaldo
Não resisti. Hoje à tarde fui à Fnac do Chiado e comprei o CD que se gravou quando a Mafalda e o João Pedro Pais se juntaram no Olga Cadaval. É muito parecido com o que ouvi ontem no Coliseu mas não igual. E enquanto escrevo neste momento toca a Lisboa de Mil Amores. Não conhecia esta música. Comprei outro exemplar e ofereci ao meu amigo Pedro que gostaria de ter ido ao concerto com a sua gravidíssima esposa mas não pode. Então hoje fomos todos lanchar e jantar juntos e eu ofereci-lhe. Gosto de partilhar as coisas de que gosto.
E desde que comprei o CD já o ouvi umas 3 vezes (a saltar algumas faixas é verdade), no caminho de volta para casa, de casa para casa do Pedro, de casa do Pedro para o restaurante, do restaurante para casa e agora no PC. Não enjoo. É a banda sonora perfeita para o dia de hoje. Já perdi a conta a quantas vezes já ouvi esta música "Hoje é o dia de todos os dias, hoje é o dia mais longo das nossas vidas. Põe o teu corpo bem junto do meu, uma voz escondida disse sou eu. Cuida de mim, traz aconchego, tenho frio, quero sair leva-me para um lugar que nunca ninguém viu. Hoje será tarde, para sempre mais tarde, ontem já não conta já está esquecido, pedes-me o céu, respiro o teu ar, desejas meu beijo, faz-me voar, faz-me voar, faz-me voar. Depois já cansados, parecemos ausentes, dividimos sonhos, seremos diferentes. Na cidade fantasma libertamos correntes, podemos morrer de pé e de frente.
E o que dizer desta pérola que eu já conhecia há anos graças a um amigo que me gravou um cd deste autor/cantor brasileiro que merece ser ouvido com bastante atenção, Lenine. Paciência " Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não pára. E quando o tempo acelera e pede pressa, eu recuso, faço hora, vou na valsa, a vida é tão rara. E quando todo o mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência. O mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência. Será que é tempo que lhe falta para perceber, será que temos esse tempo para perder e quem quer saber, a vida é tão rara. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma até quando o corpo pede um pouco mais de alma eu sei, a vida não pára, a vida não pára não!
Para usar e abusar!
sexta-feira, outubro 05, 2007
Lado a Lado
Hoje foi um dia estranho. Um dia muito estranho mas que terminou da melhor maneira. Fui ao Coliseu ver o concerto de Mafalda Veiga e João Pedro Pais. Muito Bom. Podem-me dizer que as letras são banais, as músicas simples demais, mas eu gosto. Toca-me imenso. Não sei explicar apenas se sente. E tenho de dar os parabéns a mim mesma porque depois do dia de hoje, ter ido ao concerto, sozinha, e não ter deitado uma lágrima é de campeã! Quer dizer, quando se ouviram os acordes do Cada Lugar Teu vacilei. Mas mantive-me firme e hirta "tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar". Nisso eu sou boa. Não guardo mágoas de quase nada na minha vida pois se for a ver bem, esta até tem sido boa para mim, apesar de por vezes eu achar o contrário. Como me posso queixar? Já vivi coisas tão giras, já vi sitios lindos, já conheci gente fantástica. Se não sou mais feliz é porque muitas vezes não faço as escolhas acertadas. Mea culpa. Já estou a divagar. Voltando ao concerto. 5 convidados. Dois guitarristas , José Mario Branco, Fausto (com um maravilhoso Foi Por Ela) e um Palma que ainda está para saber como é que conseguiu encontrar a entrada do palco para "cantar" com a dupla.Não houve nada no concerto que não tivesse gostado, mas a minha preferência vai para as músicas da Mafalda. O Lume com o refrão que eu adoro " não percas tempo, que o tempo corre, só quando doi é devagar..." O Velho, uma música de uma beleza tão simples "sabes eu acho que todos fogem de ti para não ver a imagem da solidão que irão viver quando forem como tu, um resto de tudo o que existiu, quando forem como tu, um velho sentado no jardim" Por Outras Palavras, que teve um brilho especial com a voz rouca do João Pedro Pais "ninguém disse que o riso nos pertence, ninguém prometeu nada, fui eu que julguei que podia arrancar sempre mais uma gargalhada. E deixar-me devorar pelos sentidos e rasgar-me do mais fundo que há em mim..." Sem dúvida Uma Noite Para Comemorar!
Único ponto negativo: a dificuldade em arranjar estacionamento (havia gente a dizer que teve de deixar o carro no Cais do Sodré) e ter de deixar o carro no Martim Moniz. O pior foi o regresso. Não costumo ter medo de andar sozinha à noite na rua, mas a minha zona é muito mais de confiança, que me perdoem os lisboetas. Quase ninguém tinha o carro para aquelas bandas (depois percebi porquê) e além disso tive a triste ideia de calçar sapatos de salto alto o que não me deixava correr à vontade. Porque era essa a vontade que eu tive ao passar aquela Rua Barros Queirós (acho que é assim que se chama) e depois em frente àquelas galerias do Martim Moniz. Só tipos com um mau aspecto e língua afiada, mulheres na prostituição... Lisboa à noite é encantadora!
quinta-feira, outubro 04, 2007
Debaixo da almofada
Os meus míudos ainda acreditam na fada dos dentes. Como é possível? Eu na verdade acho que eles já não acreditam que existe uma fada que durante a noite vai lá à beira da cama deles e ao tirar-lhes o dente que caiu deixa-lhes em troca uma moeda ou mesmo uma nota se estiver mais abonada. Para eles é bom acreditar que existe pois assim vão engordando o mealheiro para comprar no Natal o tão desejado jogo para a PSP ou uma X-box qualquer, e para os pais é óptimo porque continuam a pensar que os seus filhos são uns meninos ingénuos e puros que ainda acreditam em fadas.
Ora assim sendo, eu resolvi seguir a táctica dos meus putos e decidi há uns dias começar a dormir com a minha cruz da sorte debaixo da minha almofada. Pode ser que por magia a fada venha me visitar... quando vier entrego-lhe a carta que lhe escrevi . É para que saiba que em troca eu não quero uma moeda, nem um saco cheio delas. Uma troca destas vale muitíssimo mais! Pode ser que ela consiga, só lhe faço um pedido! Pedindo muito talvez ela apareça esta noite, ou na próxima, ou na outra, ou....
Ora assim sendo, eu resolvi seguir a táctica dos meus putos e decidi há uns dias começar a dormir com a minha cruz da sorte debaixo da minha almofada. Pode ser que por magia a fada venha me visitar... quando vier entrego-lhe a carta que lhe escrevi . É para que saiba que em troca eu não quero uma moeda, nem um saco cheio delas. Uma troca destas vale muitíssimo mais! Pode ser que ela consiga, só lhe faço um pedido! Pedindo muito talvez ela apareça esta noite, ou na próxima, ou na outra, ou....terça-feira, outubro 02, 2007
Que belo dia para nascer!
Ontem nasceu o Dinis. Finalmente! Estou ansiosa para o conhecer e dar muitos beijinhos à mamã Joana pelo quarto rebento. Ao Nuno e à Joana muitas felicidades e parabéns por mais uma prova superada. Muitas mais vêm a caminho. Nada que não se resolva...
segunda-feira, outubro 01, 2007
Aos 33
Já escrevi tanta coisa e tanta coisa já apaguei. Queria fazer um texto feliz para meu 34º ano de vida, fazer um brinde a mim mesma ao futuro, desejar-me mais inteligência, menos impulsividade, mais razão e menos coração. Queria dedicar-me um poema. Queria que a presença, os telefonemas e as mensagens dos meus amigos e da minha família chegassem para me inspirar. Queria o telefonema que é já impossível de chegar. Queria não estar arrependida pelo que decidi apagar. Queria sabedoria para entender o que não consigo aceitar. Queria passar a noite sozinha e não me deixaram estar. Queria ter mais dinheiro na conta para gastar. Queria não ter queixas dos meus míudos ao chegar. Queria ter ido beber uma cerveja com o Nuno para celebrar. Queria não ser chata e estar prá'qui a lamentar. Queria amanhã ver o Sol ao acordar...

