quarta-feira, agosto 22, 2007

TIA SUZETE

Para ela!
A que não voltarei a ver
A que tanto me deu a ver
A que tanto carinho e paciência demonstrou
A que tantos beijos e abraços dei
e hoje julgo-os tão escassos.
A que sempre me amou
de uma forma que em nenhures revejo
e eu amava corresponder
a essa forma única de amar:
a melhor, a única, só coração!!

Uma parte de mim também foi!
Deixas tantas saudades...

domingo, agosto 19, 2007

Sejam todos muito felizes!

Hoje li um texto do qual retiro este excerto. Espero que gostem. Eu acho inspirador.


" (...) Num mundo em que não há risos sem lágrimas, a felicidade nunca pode ser uma situação com caracteres próprios e momentâneos. A felicidade não pode existir, não existe, como situação particular: nem quando depende de factos estranhos à própria vontade; nem como ideia abstracta. A felicidade só pode existir como um atributo de toda uma vida. Só a satisfação pela vida que se vive poderá tornar feliz.
Há então que não subordinar as acções ao alcance dum prazer. Mas antes amoldar a ideia de felicidade à vida que se vive.
Quando não nos sentimos meros joguetes da evolução mas, pelo contrário, sentimos que, mesmo ao de leve, as nossas energias modificam o seu ritmo. Quando sabemos ser leais, rectos e solidários. Quando amamos profunda e extensamente e nos sentimos capazes de sacrificadas demonstrações do nosso amor. Somos felizes porque não desejamos outra vida, porque sentimos preenchida a própria função humana. A felicidade só existe assim como condição da consciência da própria utilidade. Não dispersar actividades. Proceder com um critério. Ser coerente em todas as atitudes. Agir com uma só linha de conduta. Ter fé na própria vontade, embora aceitando as suas determinantes. Convicção de impotência e felicidade excluem-se.
Assim far-se-á da própria vida uma vida feliz. Feliz nas horas de ascenso e nas horas de derrota. Feliz na alegria e na tristeza. Porque, na felicidade, prazer e dor interpenetram-se. Até o estertor final pode conduzir à felicidade pela convicção de que se morre bem. Não pode haver felicidade sem dor, porque esta é inseparável da vida. Que se sofra! Mas que as vontades saibam amordaçar o sofrimento para triunfar. E, para isso, é necessário forjar nos peitos o desinteresse pessoal por prazeres efémeros, a rijeza do aço para lutar, o esclarecimento das exigências dos sentidos. Através da dor e da angústia, corações ao alto!
Se a felicidade é dada pela satisfação da linha de conduta, pela satisfação de que se procede bem, nada, nada, nem os gritos da própria carne esfacelada, nem lágrimas de emoção, nem a revolta instante e desesperada, podem destruí-la. Porque, acima dos próprios gritos, das próprias lágrimas, do próprio desespero, fica sempre a certeza duma vida voluntariosa e independente ou – se se preferir a expressão – recta, leal, digna.
Então suporta-se a dor e ama-se a vida. Podem as leis da Natureza esfrangalhar o corpo. Podem os órgãos começar cansando. E as pernas vergando de fadiga. Amortecendo-se a percepção. O corpo começar em vida o seu desagregamento. Poderá bailar ante os olhos a perspectiva da morte e o fim especar-se num amanhã irremissível.
E haverá sempre vontade de continuar procedendo sempre e sempre duma forma escolhida, marchando sempre para um destino humano e uma missão terrena voluntariosamente traçados. Haverá sempre anseio de continuidade e aperfeiçoamento.
Atravessar-se-ão tragédias com lágrimas nos olhos, um sorriso nos lábios e uma fé nos peitos.”
Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas I, 1935-1947, edições Avante!

segunda-feira, agosto 13, 2007

Live from S.João da Madeira

Está quase a terminar a Volta. Tem superado todas as minhas expectativas. O trabalho é divertido, gosto do contacto com as pessoas, o ambiente é fantástico e os colegas 5 estrelas. Tenho conhecido gente gira, simpática, bem disposta! O balanço é super-positivo e entre as mais variadas situações destaco a noite anterior à folga: José Cid, Anjos, discoteca Green e o final da noite comemorou-se com a cereja em cima do bolo. Grande noite e grande Volta

quinta-feira, agosto 02, 2007

A Volta

Ainda agora cheguei e já parto amanhã. Vou para a Volta. A Volta a Portugal em Bicicleta. Apanhar com imenso calor, chegar à recta do dia de rastos, mas tambem conhecer gente nova, viver novas experiências, conhecer Portugal de uma forma diferente. Vai ser de certeza muito bom. Este é sem dúvida um Verão diferente. Só podia ser assim!


Continuo com os mesmos problemas no teclado...