domingo, dezembro 31, 2006

Preparar para a guerra

Já conhecendo os meus amigos de ginjeira aposto que o prato da noite vai ser execução à moda dos EUA/ Iraque, seguido de uma bela discussão sobre o referendo de 11 de Fevereiro e quem sabe, se ainda houver munições, a "Guerra Santa". Que vos parece? Um bom menu, não?!Ultimamente tenho estado mais moderada nestas discussões (custa gastar argumentos com cabeças duras) mas como não gosto de virar costas a um bom desafio, já estou em estágio para a noite de reveillon. Ah, e já agora, que 2007 seja um ano cheio de felicidade. Para todos nós!

sábado, dezembro 30, 2006

a mí no me da igual

... y al final nos quedaremos, ya verás con el vaivén...y aunque por ejemplo a ti te siga dando igual perdera mí es que no, a mí no me da igual yo quiero corazón no quiero echar de menos los mares de ilusión, no quiero amarrarme a un puerto donde ya no estallan huracanes de pasión mírame, mírame, mírame...... yo me hago el bajito
alejandro

Afinal já havia TV

Confesso que tenho visto poucos telejornais ultimamente, mas ontem ou anteontem ouvi que o governo iraquiano teria até ao dia 24 de janeiro para fazer cumprir a sentença que o tribunal iraquiano decretou a Saddam Hussein. Segundo os nossos iluminados analistas políticos (como eu adoro o Nuno Rogeiro!!), tudo apontava para que a execução só tivesse lugar daqui a algumas semanas, nunca ainda este ano. Qual o meu espanto quando, hoje, ao ver o noticiário da 1 da tarde a notícia de abertura é a morte do antigo ditador. Com direito às últimas imagens em vida de Saddam, assiti um pouco em estado de choque àquelas imagens que me encheram de consternação. Pensei sozinha "parece que afinal já havia televisão na Idade Média, altura em que a vida humana era decidida por gente que se achava superior na sua moralidade, na sua sapiência, nos seus genes, gente que se acha interlocutor de Deus na Terra". Mas não e discursos como o que o Procurador Geral da República fez há anos atrás num programa comemorativo dos 129 anos sobre a data da abolição da pena de morte são desprovidos de qualquer fundamentação, porque acredito que fomos todos nós que metemos a corda no pescoço de Saddam. Porque felizmente entre nós a pena de morte para os crimes políticos está abolida nos corações de todos; e se, porventura, aparecesse hoje entre nós, um Nero, ou um Calígula, não teria força para a impor; e ainda bem que damos ao mundo um exemplo de tolerância que muito nos honra. Sr. Procurador, que belo exemplo vi hoje na minha televisão!
Não quero com isto dizer que Saddam não devesse ser julgado perante um tribunal credível e condenado pelos crimes que cometeu ao longo de tantos anos, mas sou e sempre serei contra a pena de morte em qualquer circunstância. E por favor não me venham com a célebre pergunta "e se fosse um filho teu?". A coerência acima de tudo e quando forem os nosso sentimentos a mandar numa sala de tribunal então estaremos mesmo mal!!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Dia D, 14 de Dezembro

Quem diria que o "para sempre"
escrito em poemas e cartas
dedicados a uma Ana diferente
mais alegre, amada e crente
num futuro de gargalhadas
afinal tinha fim marcado
sem direito a ser chamado
para ser ouvido em tribunal
e ficou decretado
em pleno mês de Natal
que o "para sempre" tão desejado
tivesse hoje um triste final!

sábado, dezembro 09, 2006

THE ROAD

Nunca desistas de viver
mesmo quando o medo for maior
Sabes bem o caminho
que te leva de volta a casa
é só um
e tu conhece-lo de cor!
Podes apanhar a estrada cortada
e o caminho desviar
mas é quando te sentes amada
forte mas desarmada
que sabes estar a chegar
de volta ao teu lugar!
Adoro esta imagem! Tem mistério, tem romance, tem futuro! Sempre adorei esta imagem. E hoje lembrei-me dela ... do nada.