sexta-feira, junho 30, 2006

Quem não se sente, ...


" Somos melhores, mais fortes que Portugal por isso acredito firmemente que ganharemos. Já por várias vezes afirmei que temos agora um melhor plantel do que há dois ou quatro anos. Por isso estou confiante (na vitória) e os jogadores também" - Ó Playboyzeco, estiveste tanto tempo por terras lusas e não aprendeste que quem muito fala pouco acerta ?
Se tudo correr bem, o máximo que vão ganhar é um bilhete de volta para terras de sua majestade e gozar uns dias extra de férias, quem sabe no Algarve! Bons banhos!

quinta-feira, junho 29, 2006

Swim

We´re caught in a trap
and I can´t walk out until
I collect the missing clues
it´s you, it´s you
and I worked to make it work
and I let myself get hurt
and kept sinking deep in you

All of my friends keep telling me that
"there´s nothing to it"
but if this is love, it ain´t enough
and I can´t go through with it
can´t keep it up
we´re at the party, they´re playing
the songs
and we´re right here
but we never get to dance

we just sit and stare

David Fonseca


Mais logo, às 23h 30m lá estarei para ouvir esta e outras ao vivo e a cores (o rapaz merece)

É obrigatório viver!

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços,
coração aos tropeços,
sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.

Pablo Neruda

terça-feira, junho 27, 2006

Qualquer semelhança com a realidade...

27 Junho de 2006
Fábrica da Pólvora
O desfile começara e, na primeira linha, observávamos, com alguma inveja devo confessar, alguns dos modelitos de fino recorte, guardados nos armários com cheiro a naftalina, e que todos os anos por esta altura têm a felicidade de se exibir para nós, pobres vítimas da camisa e calça de ganga. Deixo aqui os eleitos da tarde.
confesso que não vi esta mas disseram-me que estava lá
A ocasião assim o exigia, afinal não é todos os dias que podemos privar com o inconfundível, único, o presidente do povo, amigo de seus sobrinhos e afins...

O homem que não teme nada nem ninguém (nem a lei), que com o seu charuto encanta cinquentonas solitárias e com os seus braços tatuados e musculados enfrenta qualquer aventura. the one and only ISALTINO

segunda-feira, junho 26, 2006

rui

Ensinem-me como não deixar a desilusão falar mais alto que o coração.
Ensinem-me que é para eu aprender e ensinar ao meu irmão.
O amor de sangue devia estar livre de julgamentos, moralismos e sempre falar mais alto. Estarei errada?
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis rectas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando, contornando a imensa curva
Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul

Pinto um barco a vela branco navegando,
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra eu consigo passar num segundo

Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
E depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar

Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá


sábado, junho 24, 2006

dance comes from the heart


o que fazes quando não tens um amigo que te acompanhe neste amor pela dança??
You dance alone! Foi o que fiz hoje.
A dança vem de dentro, a alegria, a paixão, o movimento, a sensualidade. É isto que eu gosto na dança.
Quando os meus vizinhos do lado ouvem o Rey Ruyz ou DLG já sabem que a alegria invadiu a minha sala/ pista de dança. Estou com uma vontade enorme de voltar à dança, pois é uma das melhores formas que tenho de me sentir VIVA.

quinta-feira, junho 22, 2006

Alto da Loba

Amanhã, ou melhor hoje, faço a despedida simbólica de um dos lugares mais importantes da minha vida. Foram dez anos em que cresci profissional e pessoalmente. Nesta escola aprendi muito, fiz poucos mas bons amigos, muitos conhecidos. Parto com alguma tristeza. Se se tratasse de uma transacção da Bolsa diria que não saio em "alta". As minhas acções começaram a baixar o ano passado e nunca recuperaram completamente. Levo muitas recordações desta escola mas principalmente levo pessoas no coração:
- Isabel, a primeira que conheci e que apoiou a jovem de 21 anos que mal sabia o que era dar aulas;
- Armanda, minha grande, grande amiga, tantas vezes substituiu (e substitui) a minha mãe com os seus conselhos sábios;
- Anabela, aquela que me acompanha desde o primeiro ano;
- D. Fátima, boa ouvinte, às vezes minha confidente;
- Rosário, aprendi tanto com ela;
- Bruno e Rui, sempre terão um lugar especial no meu coração. Não esquecerei as nossas saídas nocturnas (Karaoke, jantares, ballet);
- Manuela, por muitas mudanças que faça o seu fundo é sempre o mesmo, excelente pessoa;
- Cristina, boa colega e de uma grande generosidade;
- Nádia, a minha querida alentejana. Gosto muito de ti;
- Joana, uma agradável quebra na rotina das conversas da escolinha;
- Pedro, que me fez sentir viva outra vez
- os miudos, que serão sempre a nossa razão de trabalhar mais e melhor. À Érica e à Sara que estarão sempre comigo.
Das coisas menos boas não falarei, porque se lhes dermos importância crescem e isso é perfeitamente dispensável.
Estou assim de partida, não em classe executiva, como sempre pensei, mas em turística porque o meu coração não me deixa sair de outra forma. Vou agora para novos voos.
Boa sorte para mim!

terça-feira, junho 20, 2006

ao correr da pena


queria ir, ir, ir,
sem saber onde aterrar
queria partir
com vontade de voltar
com vontade de ficar

viagem sem regras
quem as dita não sabe o que diz
voar não pede bilhete
carta ou licença
apenas sonho e alma com ganas
e pós de pirlimpimpim

se quero partir sem destino
é porque algo me faz mover
move-se sozinho e à revelia
com força e rebeldia
juventude tardia
que não me faz sossegar

ao correr da pena...

quinta-feira, junho 15, 2006

Um por todos e todos por um


Ana, Pedro e Ricardo
É bom estar com quem gosta de nós sem nos julgar, por quem fazemos tudo sem perguntar, a quem damos apoio sem que nos peçam. Esta tem sido uma semana bem diferente. De lembrar o passado de há 14, 15 anos atrás e sentir que nada se perdeu, que a nossa vida mudou desde então mas nós continuamos os mesmos. Choramos, bebemos, rimos, trocamos confidencias, lançámos mão a um projecto nobre, o make over do Ricardo. Hoje vamos à 2ª parte e acalmar com uma sessão de cinema. Aprendi que a vida não é o que eu gostava que fosse, sempre com as emoções ao rubro, a adrenalina e falar mais alto. Não de facto a vida não é assim e custa muito chegar a essa conclusão. Mas são estes momentos que dão sal e sabor a essa mesma vida. Momentos como os que tenho vivido esta semana e que não irei esquecer. O nosso coração é mosqueteiro e isso é que conta.

domingo, junho 11, 2006

E foram felizes para sempre

Palmela. 17 h. Quinta das Façalvas. Vista magnífica. Uma brisa para acalmar o sol. E lá vem ela a descer as escadas de braço dado com o pai. A felicidade estampada no seu rosto e reflectido em todos os convidados.
"Já estão casados"- disse a discreta Conservadora que contrastava com a espampanante organizadora da festa.
Os cumprimentos. Os aperitivos. As fotografias. O jantar.
Numa mesa com 4 professoras a sobremesa só podia ser falar das novas medidas da nossa querida ministra.
Abre-se a pista de dança. Música moderna. Com gosto. (onde estava o meu querido apito o comboio?) Conversa-se um bocado. Vêm os noivos. "Então, e a Lua de Mel? Açores. Açores? Que Bom. É verdade, 15 dias. blá blá blá" . Mais fotografias. Converso com a noiva. Chora-se um bocado (é da prache).
Ceia. Bolo dos noivos. Brinde. 1h.
Que se amem. Muito!