terça-feira, setembro 26, 2006

De Oeiras a Elvas são 2 horas de distância...

Fim de semana em Elvas, terra de gente simpática, património rico e do São Mateus.
Logo que cheguei fiquei encantada com o cartão de visita magnífico que é o Aqueduto da Amoreira, uma obra de Francisco Arruda e todo ele construído pela população local, como fez questão de frisar e muito bem, a minha anfitriã. Iniciado em 1492 só ficou concluido 170 anos depois. É obra!
Estes são os três magníficos, protagonistas da história deste fim de semana e, como nos empenhámos bastante, foi um grande fim de semana, porque nós somos mesmo muito bons em tudo aquilo em que nos empenhamos (private joke!)
Outro dos locais visitados, foi o Forte da Graça, iniciado em 1763 e concluído 30 anos depois. Completamente ao abandono. Óptimo cenário para um belo filme apocalíptico. Aqui fica uma foto para mais tarde recordar...
Passando a parte patrimonial (muito mais havia para dizer) passemos às festas. E que festas, meus senhores! A festa em honra do Senhor Jesus da Piedade e a Feira de São Mateus são o grande acontecimento social desta cidade. Ali tudo se junta. É bonito ver as famílias completas desde a criancinha birrenta que quer a 3ª dose de algodão doce até à avó lambeira com a sua fartura cheia de óleo e açucar. É ver o desfile de espanholas que, à primeira vista, diriamos que se tinham enganado na passarela, com os seus modelitos hiper fashion e a maquilhagem digna de um baile de Carnaval (ok, posso estar a exagerar, talvez um pequeno baile de Carnaval!).
Na zona dos carroceis é a ala chunga em peso, rapazes com madeixas na franja, raparigas de 80Kg com mini saia e outros seus aliados.
Já na zona dos bons comes e bebes é ver o desfile de crocodilos, cavalos e outra fauna na lapela dos moçoilos da terra.
Mas, fora de brincadeiras, uma grande Feira!
Last but not least, as pessoas! Muito simpáticas, desde os amigos dos meus amigos (eu é que não sou de muitas falas), às queridas velhotas, todas rijas e que bons anos as conservem assim, até aos meus anfitriões. A última palavra vai para eles, em especial para a minha querida Nádia, que me fizeram sentir em casa desde o primeiro minuto, e olhem que isso não é fácil para mim. Levaram-me a jantar a Badajoz, essa bela localidade, a ver sua cidade Natal, as festas, a famíla e sempre com um sorriso na cara. Muito obrigada, amigos!



quarta-feira, setembro 13, 2006

A vida que se renova. Bem vindo Miguel!

É sempre um momento de felicidade o do nascimento. Ontem uma das minhas mais queridas amigas tornou-se mãe. Nada mais será igual na sua vida e ainda bem que assim será. Porque este é um filho muito desejada e amado pelos pais e por todos os que o rodeiam. À minha querida Anabela desejo as maiores felicidades do mundo, porque além de ser uma amiga fantástica, é um grande exemplo de optimismo, boa disposição e força de vontade.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Afinal o tamanho é ou não importante?

No distrito de Vila Real (Trás-os-Montes) realizou-se um dos acontecimentos mais carismáticos da região: A Romaria de Nossa Srª da Pena.
Ora, mas o que será que a Romaria de Nª Srª da Pena terá a ver com o título deste post, perguntará o caro leitor? Pois se não sabe, é para isso que cá estou.
Passa-se que nesta alegre Romaria que se realiza sempre no segundo Domingo do mês de Setembro no Santuário de Nossa Srª da Pena, situado na freguesia de Mouçós, o principal motivo de interesse são os andores que compõem a procissão, que chegam a atingir os 22 metros de altura e são transportados em ombros por mais de 50 homens.
Acontece que este ano a organização teve como grande objectivo bater o recorde no que diz respeito à altitude dos andores e desta forma passar a integrar a vasta elite dos detentores de recordes do Guiness. Os peregrinos, os devotos e os admiradores da arte sacra, deslocaram-se aos milhares para verem ao vivo o esplendor da Procissão.
Encantadas e em extâse com o tamanho do andor, há notícias de senhoras de meia idade, idosas, viúvas grande parte, que sentiram uma fraqueza repentina à sua passagem e tiveram de receber assistência médica. Valeu a presença do filho do Sr. Albertino da Adega que, há três meses atrás, tinha realizado uma formação de primeiros socorros na Junta de Freguesia de Mouçós. Um bem haja para ele!

quinta-feira, setembro 07, 2006

A carta

Oeiras, 7 de Setembro de 2006



Gosto de escrever cartas. E esta não é uma carta virtual daquelas que se utilizam hoje em dia. É uma carta que vai selada de tinta permanente e vincada com paixão. Há quanto tempo não recebias uma carta assim? Nunca??? Valeu a pena teres esperado. Esta é especialmente tua. Especial porque é escrita com uma tinta que não mancha, uma tinta que é raro encontrar-se por aí. Guardei a última gota e tirei-a da gaveta agora para ti.
Podia falar-te do que fiz durante o dia, durante a tarde, durante a noite. Queria te contar sobre a minha infância, a minha adolescência ou a minha entrada na fase adulta. Mas este aparo não me obedece. Tem vontade própria. Move-se por entre linhas que bem conhece e pede-me que te diga o quanto sentiu a tua falta hoje de manhã, hoje de tarde e hoje de noite. Pede-me que te diga que ficou triste por não teres vindo ontem de manhã, ontem de tarde e ontem à noite.
Mas eu só quero usar este resto de tinta para que saibas que espero e irei esperar, e tenho para sempre a esperança, que me tragas um frasco com mais um pouco deste líquido mágico, cada vez que chegas e me dizes Olá.
Ainda que não o saibas, esta carta é para ti!

Hemos perdido aun...

Hemos perdido aun este crepúsculo.
Nadie nos vió esta tarde con las manos unidas
mientras la noche azul caía sobre el mundo.

He visto desde mi ventana
la fiesta del poniente en los cerros lejanos.

A veces como una moneda
se encendía un pedazo de sol, entre mis manos.

Yo te recordaba con el alma apretada
de esa tristeza que tú me conoces.

Entonces dónde estabas?
Entre qué gentes?
Diciendo qué palabras?
Por qué se me vendrá todo el amor de golpe
cuando me siento triste, y te siento lejana?

Cayó el libro que siempre se toma en el crepúsculo,
y como un perro herido rodó a mis pies mi capa.

Siempre, siempre te alejas en las tardes
hacia donde el crepúsculo corre borrando estatuas.

Pablo Neruda

Lua Cheia



É pena, neste caso uma imagem fotográfica não vale por mil palavras.
Da janela da minha sala vejo esta LUA CHEIA de optimismo e tristeza, incerteza e segurança, confiança e dúvida. Como é isso possível?
Da mesma maneira que ela desaparecerá como que por magia... mas sabemos que ela voltará e com ela todas as suas fases, outra vez.

domingo, setembro 03, 2006

O Amor à distância de um Click

- Oi
-Oi
- És donde?
- Eu sou de LX, e tu donde teclas ?
- Eu teclo de...
Este pode ser o começo de um grande amor. É verdade! À minha volta tenho vários casos de sucesso. Amores que começaram pelas teclas de um computador, às vezes segue para imagens através de câmara (que isto do amor é muito bonito mas não queremos cá monstrinhos!), faz uma breve passagem pelo telemóvel e acaba sempre num encontro à beira-mar ou num café a meio caminho dos dois.
É uma bela forma de conhecer gente, proeza cada vez mais rara nos nossos restritos círculos de amigos. No trabalho não há tempo para estreitar laços (e não é o mais aconselhado!), os amigos já são de há tantos anos que os vês como irmãos, e há os outros, os que já estão ocupados. Trabalho duro este do amor depois dos 30.
Solução: o amor à distância de um click. Pois é. Cada vez há mais gente rendida a esta forma de encontrar a cara metade. Falam-me maravilhas do processo, até já o aconselhei a alguns amigos. E conheço um caso recente de grande sucesso. Mas para mim, não. E declaro aqui em 1ª mão o meu novo lema:
Sim ao amor à 1ª vista

Não ao amor ao 1º click!