A carta
Gosto de escrever cartas. E esta não é uma carta virtual daquelas que se utilizam hoje em dia. É uma carta que vai selada de tinta permanente e vincada com paixão. Há quanto tempo não recebias uma carta assim? Nunca??? Valeu a pena teres esperado. Esta é especialmente tua. Especial porque é escrita com uma tinta que não mancha, uma tinta que é raro encontrar-se por aí. Guardei a última gota e tirei-a da gaveta agora para ti.
Podia falar-te do que fiz durante o dia, durante a tarde, durante a noite. Queria te contar sobre a minha infância, a minha adolescência ou a minha entrada na fase adulta. Mas este aparo não me obedece. Tem vontade própria. Move-se por entre linhas que bem conhece e pede-me que te diga o quanto sentiu a tua falta hoje de manhã, hoje de tarde e hoje de noite. Pede-me que te diga que ficou triste por não teres vindo ontem de manhã, ontem de tarde e ontem à noite.
Mas eu só quero usar este resto de tinta para que saibas que espero e irei esperar, e tenho para sempre a esperança, que me tragas um frasco com mais um pouco deste líquido mágico, cada vez que chegas e me dizes Olá.
Ainda que não o saibas, esta carta é para ti!

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