
Hoje comemora-se o Dia Internacional Contra a Violência contra as Mulheres. É um dia que não deveria existir. Não deveria haver razão para que se tivesse de comemorar o Dia Internacional Contra a Violência contra as Mulheres. E basta haver apenas uma mulher, vitima de abusos por parte do namorado ou marido, para que se justifique este dia.
Gosto da campanha que as Tvs em Portugal avançaram sobre este tema sob o slogan "namoro com violência não é amor". Pois não. É algo que enquanto adolescente me passou ao lado. Felizmente. Não fui alvo desse tipo de situação nem conhecia amigas que passassem pelo mesmo. Mas o mesmo não se passou já adulta.
Amor pode ser muita coisa, carinho, ajuda, cuidar, tratar, apoiar, beijar, tocar, mas no dicionário não vem, abusar, denegrir, infligir castigos corporais, segregar...
Mas nada mudará enquanto se continuar a ouvir "não é nada connosco" e dentro do seio familiar toda a gente se calar, compactuar, ser cúmplice mesmo e virar a cara.
"Há mulheres que gostam" É das frases mais lamentáveis, que revelam mais ignorância, medievalismo mesmo, estupidez congénita, que mais me custam a ouvir.
Qualquer mulher gosta de ser bem tratada, de ser amada e amor com violência pode ser muita coisa, mas não é amor!!