Lado a Lado
Hoje foi um dia estranho. Um dia muito estranho mas que terminou da melhor maneira. Fui ao Coliseu ver o concerto de Mafalda Veiga e João Pedro Pais. Muito Bom. Podem-me dizer que as letras são banais, as músicas simples demais, mas eu gosto. Toca-me imenso. Não sei explicar apenas se sente. E tenho de dar os parabéns a mim mesma porque depois do dia de hoje, ter ido ao concerto, sozinha, e não ter deitado uma lágrima é de campeã! Quer dizer, quando se ouviram os acordes do Cada Lugar Teu vacilei. Mas mantive-me firme e hirta "tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar". Nisso eu sou boa. Não guardo mágoas de quase nada na minha vida pois se for a ver bem, esta até tem sido boa para mim, apesar de por vezes eu achar o contrário. Como me posso queixar? Já vivi coisas tão giras, já vi sitios lindos, já conheci gente fantástica. Se não sou mais feliz é porque muitas vezes não faço as escolhas acertadas. Mea culpa. Já estou a divagar. Voltando ao concerto. 5 convidados. Dois guitarristas , José Mario Branco, Fausto (com um maravilhoso Foi Por Ela) e um Palma que ainda está para saber como é que conseguiu encontrar a entrada do palco para "cantar" com a dupla.Não houve nada no concerto que não tivesse gostado, mas a minha preferência vai para as músicas da Mafalda. O Lume com o refrão que eu adoro " não percas tempo, que o tempo corre, só quando doi é devagar..." O Velho, uma música de uma beleza tão simples "sabes eu acho que todos fogem de ti para não ver a imagem da solidão que irão viver quando forem como tu, um resto de tudo o que existiu, quando forem como tu, um velho sentado no jardim" Por Outras Palavras, que teve um brilho especial com a voz rouca do João Pedro Pais "ninguém disse que o riso nos pertence, ninguém prometeu nada, fui eu que julguei que podia arrancar sempre mais uma gargalhada. E deixar-me devorar pelos sentidos e rasgar-me do mais fundo que há em mim..." Sem dúvida Uma Noite Para Comemorar!
Único ponto negativo: a dificuldade em arranjar estacionamento (havia gente a dizer que teve de deixar o carro no Cais do Sodré) e ter de deixar o carro no Martim Moniz. O pior foi o regresso. Não costumo ter medo de andar sozinha à noite na rua, mas a minha zona é muito mais de confiança, que me perdoem os lisboetas. Quase ninguém tinha o carro para aquelas bandas (depois percebi porquê) e além disso tive a triste ideia de calçar sapatos de salto alto o que não me deixava correr à vontade. Porque era essa a vontade que eu tive ao passar aquela Rua Barros Queirós (acho que é assim que se chama) e depois em frente àquelas galerias do Martim Moniz. Só tipos com um mau aspecto e língua afiada, mulheres na prostituição... Lisboa à noite é encantadora!

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