There is no such thing as luck
Todos os dias ao levantar-se, Manuel queixava-se da sua vida, da sua falta de sorte na vida. Todos os dias ao levantar-se ouvia-se o mesmo lamento, a mesma ladaínha:
- Ai a minha vida, que pouco sorte deus me deu! Vivo triste sem dinheiro no bolso, sem o amor de uma mulher, sem alegria.
Num desses dias, igual a tantos outros, Manuel tomou a decisão de ir a casa de Deus para pedir-lhe um pouco mais de sorte. E fez-se ao caminho.
A casa de Deus ficava a 3 dias de distância do casebre de Manuel, lá no alto da montanha mágica entre o Vale do Sonho Azul e do Vale da Esperança.
Com o seu pequeno farnel às costas embrenhou-se pela floresta com vista a aumentar a sua sorte. Logo no 1º dia encontrou um lobo que ao ver um homem por aquelas bandas perguntou-lhe:
- O que fazes por aqui, homem? Há muito tempo que não via um por aqui...
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe se ele não pode acabar com estas dores no corpo todo que me atormentam há dias, mal consigo andar de tanta dor.
E o manuel continuou o seu caminho. No segundo dia, ao sentar-se à sombra de um gigantesco carvalho para descansar um pouco, ouviu uma voz vinda de cima:
- Por favor, sai daí que me estás a magoar.
Manuel olhou para cima e viu que era a árvore que falava com ele, com uma voz de sofrimento que o compadeceu. De um salto ele levantou-se e colocou-se ao lado do carvalho.
- O que andas a fazer por aqui, homem?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho estas dores tão fortes nas minhas raízes que me atormentam há dias.
E o Manuel continuou o seu caminho. No terceiro dia de viagem, ouviu um choro vindo do cume de um monte onde estava um castelo lindo, branco, enorme. Ele subiu o monte e chegado ao cume, viu uma linda princesa numa varanda que chorava e lamentava a sua vida.Ao ver o Manuel perguntou:
- O que fazes por aqui?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho tantas dores no meu peito que não me deixam ser feliz e dormir bem à noite.
E o Manuel continuou o seu caminho até que finalmente encontrou a casa de Deus. Bateu à porta e foi Deus quem a veio abrir.
- O que vens aqui fazer, Manuel?
- Venho pedir-Te um pouco de sorte para a minha vida. Como sabes nunca tive muita e gostava experimentar um pouco o sabor da sorte.
- Mas a sorte não se dá, não se encontra. Somos nós que com as oportunidades que a vida nos dá, as aproveitamos ou não. Isso é a sorte, nós é que a fazemos. Tens de estar de olhos bem abertos para o mundo para saberes aproveitar o que a vida te oferece.
Dito isto o Manuel fez as três perguntas que levava e Deus respondeu. Voltou para a sua casa e pelo caminho foi visitar a princesa. Lá chegando, ela perguntou-lhe:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores no peito são dores de solidão. Tens de encontrar um bom homem, simpático, descomprometido para partilhares a tua vida.
- Manuel, tu és um bom homem, não és?
- Acho que sim.
- És simpático e tens namorada?
- Não.
- Manuel, eu gosto de ti. Gostas de mim?
- Eu gosto.
- Então queres namorar comigo?
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E lá foi o Manuel. Entretanto encontrou o velho carvalho cada vez com mais dores nas raízes.
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores nas raízes são causadas por uma arca que está enterrada por baixo de ti, carregada de moedas de ouro. Tens de desenterrá-la para que as tuas raízes cresçam livremente.
- Manuel, não me queres ajudar? Está aqui uma pá, tu desenterras o ouro e eu fico livre desse peso.
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E quase a chegar a casa, ainda encontrou o lobo que lhe perguntou:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que as dores insuportáveis no teu corpo são causadas pela fome. Disse-me que passarão quando aproveitares e comeres o primeiro idiota que vires.
Passado um minuto o lobo já não tinha qualquer dor.
Vitória vitória acabou-se a história.
- Ai a minha vida, que pouco sorte deus me deu! Vivo triste sem dinheiro no bolso, sem o amor de uma mulher, sem alegria.
Num desses dias, igual a tantos outros, Manuel tomou a decisão de ir a casa de Deus para pedir-lhe um pouco mais de sorte. E fez-se ao caminho.
A casa de Deus ficava a 3 dias de distância do casebre de Manuel, lá no alto da montanha mágica entre o Vale do Sonho Azul e do Vale da Esperança.
Com o seu pequeno farnel às costas embrenhou-se pela floresta com vista a aumentar a sua sorte. Logo no 1º dia encontrou um lobo que ao ver um homem por aquelas bandas perguntou-lhe:
- O que fazes por aqui, homem? Há muito tempo que não via um por aqui...
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe se ele não pode acabar com estas dores no corpo todo que me atormentam há dias, mal consigo andar de tanta dor.
E o manuel continuou o seu caminho. No segundo dia, ao sentar-se à sombra de um gigantesco carvalho para descansar um pouco, ouviu uma voz vinda de cima:
- Por favor, sai daí que me estás a magoar.
Manuel olhou para cima e viu que era a árvore que falava com ele, com uma voz de sofrimento que o compadeceu. De um salto ele levantou-se e colocou-se ao lado do carvalho.
- O que andas a fazer por aqui, homem?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho estas dores tão fortes nas minhas raízes que me atormentam há dias.
E o Manuel continuou o seu caminho. No terceiro dia de viagem, ouviu um choro vindo do cume de um monte onde estava um castelo lindo, branco, enorme. Ele subiu o monte e chegado ao cume, viu uma linda princesa numa varanda que chorava e lamentava a sua vida.Ao ver o Manuel perguntou:
- O que fazes por aqui?
- Vou a casa de Deus pedir-lhe um pouco de sorte.
- Então faz-me um favor. Pergunta-lhe porque é que eu tenho tantas dores no meu peito que não me deixam ser feliz e dormir bem à noite.
E o Manuel continuou o seu caminho até que finalmente encontrou a casa de Deus. Bateu à porta e foi Deus quem a veio abrir.
- O que vens aqui fazer, Manuel?
- Venho pedir-Te um pouco de sorte para a minha vida. Como sabes nunca tive muita e gostava experimentar um pouco o sabor da sorte.
- Mas a sorte não se dá, não se encontra. Somos nós que com as oportunidades que a vida nos dá, as aproveitamos ou não. Isso é a sorte, nós é que a fazemos. Tens de estar de olhos bem abertos para o mundo para saberes aproveitar o que a vida te oferece.
Dito isto o Manuel fez as três perguntas que levava e Deus respondeu. Voltou para a sua casa e pelo caminho foi visitar a princesa. Lá chegando, ela perguntou-lhe:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores no peito são dores de solidão. Tens de encontrar um bom homem, simpático, descomprometido para partilhares a tua vida.
- Manuel, tu és um bom homem, não és?
- Acho que sim.
- És simpático e tens namorada?
- Não.
- Manuel, eu gosto de ti. Gostas de mim?
- Eu gosto.
- Então queres namorar comigo?
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E lá foi o Manuel. Entretanto encontrou o velho carvalho cada vez com mais dores nas raízes.
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que essas dores nas raízes são causadas por uma arca que está enterrada por baixo de ti, carregada de moedas de ouro. Tens de desenterrá-la para que as tuas raízes cresçam livremente.
- Manuel, não me queres ajudar? Está aqui uma pá, tu desenterras o ouro e eu fico livre desse peso.
- Não posso. Tenho de ir pelo mundo fora à procura das oportunidades que a vida me dará. Adeus.
E quase a chegar a casa, ainda encontrou o lobo que lhe perguntou:
- O que respondeu Deus à minha pergunta?
- Que as dores insuportáveis no teu corpo são causadas pela fome. Disse-me que passarão quando aproveitares e comeres o primeiro idiota que vires.
Passado um minuto o lobo já não tinha qualquer dor.
Vitória vitória acabou-se a história.

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