É uma versão
"(...) como explicares que um dia já não querias fazer a mesma viagem no mesmo barco, quiseste procurar outra distância e outra luz, ainda que tenhas sido tanto, tanto para ela, não só um amigo, que foste, queres acreditar
foste mais
mas não sabes hoje o quê, limitas-te a saber, sem qualquer álibi que te justifique que por vezes nos acontece outra luz, outro barco, outra deriva, e passamos a ver de longe o mesmo corpo, o mesmo corpo que um dia quiseste tanto e já não queres, como explicar-lhes, pedir-lhes que não apontem para ti, que não te acusem quando não sabem o que é, como explicares que um dia o amor, ou o que julgamos ser o amor, apaga-se, evapora-se, dilui-se (...)"
"(...) teremos sempre por defesa essa absoluta necessidade de nos perdoarmos
porque por vezes o que os outros pensam ser maldade, pensam ser glaciar determinação de cometer crueldade pode ser, pode ser
pode ser não mais que amarmos sem regras, demora às vezes uma vida percebermos que o amor não tem afinal regras, pode acontecer que o inferno nos guie por vezes, e sem darmos muito por isso estamos numa busca de selva, à procura de outra coisa, de outra coisa que nem sabemos bem o que é, que simplesmente se assemelha muito ao que já tivemos e queremos preservar, às vezes cometemos erros atrás de erros atrás de erros porque não aceitamos que o encanto terminou, que ficou só terra queimada, não temos já maneira de segurar (...)"
Mulher em Branco, Rodrigo Guedes de Carvalho
foste mais
mas não sabes hoje o quê, limitas-te a saber, sem qualquer álibi que te justifique que por vezes nos acontece outra luz, outro barco, outra deriva, e passamos a ver de longe o mesmo corpo, o mesmo corpo que um dia quiseste tanto e já não queres, como explicar-lhes, pedir-lhes que não apontem para ti, que não te acusem quando não sabem o que é, como explicares que um dia o amor, ou o que julgamos ser o amor, apaga-se, evapora-se, dilui-se (...)"
"(...) teremos sempre por defesa essa absoluta necessidade de nos perdoarmos
porque por vezes o que os outros pensam ser maldade, pensam ser glaciar determinação de cometer crueldade pode ser, pode ser
pode ser não mais que amarmos sem regras, demora às vezes uma vida percebermos que o amor não tem afinal regras, pode acontecer que o inferno nos guie por vezes, e sem darmos muito por isso estamos numa busca de selva, à procura de outra coisa, de outra coisa que nem sabemos bem o que é, que simplesmente se assemelha muito ao que já tivemos e queremos preservar, às vezes cometemos erros atrás de erros atrás de erros porque não aceitamos que o encanto terminou, que ficou só terra queimada, não temos já maneira de segurar (...)"
Mulher em Branco, Rodrigo Guedes de Carvalho

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