
Há dias recordei junto de uma colega um momento que irei recordar para sempre. É uma sensação que não se irá repetir, aquela de estar pela 1ª vez a 1 metro do quadro que sempre quis ver "ao vivo e a cores" e não sei explicar porquê. Às vezes gosta-se muito de alguém ou alguma coisa e não se sabe explicar muito bem porquê. Acho que com a arte é assim.
Em Julho de 2001, no lindíssimo museu d'Orsay. Estava sozinha (o que torna tudo mais especial) , a minha companheira de viagem tinha regressado ao apartamento para dar descanso aos seus pés castigados. Logo que entrei dirigi-me à ala dos impressionistas e procurei avidamente pelo "La nuit étoilée", Arles, 1888.
Não era uma reprodução, reproduções não têm o dom de nos fazer chorar em pleno museu.
Não sei quanto tempo fiquei a olhar para ele, mas sei que jamais esquecerei aquele momento. À noite, junto ao Sena, numa cabine telefónica, voltei a chorar ao partilhar a experiência a cerca de 2000 Km de distância com o meu irmão.
Voltei a ver o quadro, em Maio de 2003, durante a minha Lua de Mel.

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